" Um grupo em torno de 50 pessoas realizou no dia de finados, em Monteiro um encontro para lançamento do P do D – Partido dos Desocupados. Segundo foi divulgado, o movimento surgiu sob a alegação de que alguns freqüentadores do moído dos “vermelhinhos” estariam desocupados pois, segundo eles, alguns cargos na administração municipal de Monteiro estariam preenchidos por “gente de fora”. Uma clara demonstração de preconceito e divisionismo, como se o simples fato de alguém ter nascido numa determinada cidade não lhe dê permissão para trabalhar em outra."
(...)
POr Simoriom Matos
Percebo nesta argumentação um pouco de inocência e até infantilidade.
Num mundo globalizado em todos os aspectos, ressaltar o ponto ínfimo, de nascimento de um cidadão é no mínino incoerente.
Tudo que acontece em redor do mundo é de importância vital a todos nós.
A fome na áfrica, os terremotos, os surinamês, a luta política, a crise financeira,
A falta de respeito pelos animais, os roubos, corrupções; tudo, tudo afeta diretamente a nossa casa, família, alimento, vestimenta, modo de agir, conceitos, leis e ordens.
Talvez os pregadores do “forasteirismo” necessitem mais informações e conhecimentos sobre o que acontece no mundo e até ao redor deles próprios.
A cobiça, a inveja, a ganância está tão inserida nas almas humanas que deixamos de ver o que realmente importa. E deixamos de perceber que o que importa realmente é o humano.
O humano e, o que ele pode realizar para o bem da humanidade.
Entretanto A avareza e o egoísmo buscam incessantemente o eu, o eu e o eu.
Disse CHAPLIN:
“Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”
Há entre nós quem suporte por mais tempo a onda de violência que assola o mundo? Violência contra tudo e contra todos.
Estamos completamente perdidos.
E vos digo que todas as ações realizadas por inúmeras instituições, até agora, foram nulas.
Enquanto o homem não se resolver interiormente, e tratar de pensar antes do agir, o caos continuará.
Quando me falam que sou forasteiro, respondo:
Estou certo, no lugar certo e na hora certa!
Aqui estou porque precisam de mim, assim como preciso deste lugar que defenderei até de arma em punho.
Faço desta a minha casa. Faço deste o meu lar. Faço deste “Campo de Descanço”, minha última morada.
Meus filhos e netos serão daqui. Aqui construirei e desconstruirei.
Farei novos todos os meus atos certos ou errados.
Por que, como diz o já citado Escritor e cineasta: Charles Chaplin.
SOU UM CIDADÃO DO MUNDO.
Marcos Freitas
Monteiro, novembro de 2011.
Marcos Freitas
Monteiro, novembro de 2011.
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